A engenharia social progressista e o desmonte sistemático dos alicerces judaico-crstãos da civilização ocidental
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Abstract
O presente artigo examina, sob perspectiva filosófica, teológica e sociológica, o fenômeno da engenharia social progressista como mecanismo sistemático de desconstrução dos valores e tradições que constituem o substrato moral da civilização judaico-cristã ocidental. Partindo da advertência profética de Dostoiévski (2023) em Os Irmãos Karamázov — segundo a qual, suprimida a existência de Deus e da imortalidade da alma, toda conduta humana se torna igualmente lícita —, o trabalho percorre três eixos argumentativos centrais: (i) o relativismo moral como produto lógico da rejeição de uma ética transcendente; (ii) a substituição de Deus pelo homem como medida de todas as coisas, resgatando a sentença de Protágoras de Abdera (séc. V a.C.) e sua reelaboração no humanismo secular contemporâneo; e (iii) o Culto da Razão como nova religião laica, cujas ramificações ideológicas instalam-se insidiosamente nas instituições culturais, educacionais e políticas do Ocidente. Ao longo do desenvolvimento, recorre-se às obras de Scruton (2002, 2014), Spengler (1918), Lewis (1943, 1952), Soljenitsin (1973, 1978), Kirk (1953), Chesterton (1905, 1908) e Rieff (1966, 2006) para diagnosticar o declínio cultural e propor a inteligibilidade da tradição como antídoto ao niilismo contemporâneo.