Apagamento como política pública: o ensino do Holodomor e a construção da narrativa oficial russa em tempos de guerra

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Pedro Henrique Engler Urso
Isaías Lobão Pereira Júnior

Resumo

O presente artigo analisa o tratamento conferido ao Holodomor nos livros didáticos russos contemporâneos, investigando a ocorrência de apagamento, minimização ou reconfiguração narrativa do episódio no ensino oficial de história. A partir de metodologia bibliográfica e documental, examinam-se manuais escolares e diretrizes curriculares recentes, articulando o debate sobre memória histórica, política educacional e responsabilidade estatal. Sustenta-se que o controle da narrativa sobre o passado constitui instrumento de poder e elemento central na construção da identidade nacional, produzindo efeitos relevantes no debate jurídico e político acerca do reconhecimento do Holodomor como genocídio e do direito à memória.

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Artigos

Biografia do Autor

Isaías Lobão Pereira Júnior, Universitat de València

Doutor em história pela Universitat de València, Espanha. Professor do Instituto Federal de Tocantins. Mestre em Teologia pela Faculdade EST. Bacharel e licenciado em História pela UnB. Especialista em docência do ensino superior e em gestão pública. Pesquisador do GP-GIM (Gestão, Inovação e Mercados do Instituto Federal de Goiás), do Projeto de Estudos Judaico-helenísticos (PEJ-UnB) e do Middle Persian Studies (MPS). Membro da World Reformed Fellowship, da Society of Biblical Literature e do Grupo de Estudos Constitucionais e Legislativos (GECL) do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Lexum. Email para contato: isaiaslobao@hotmail.com.

 

Como Citar

ENGLER URSO, Pedro Henrique; LOBÃO PEREIRA JÚNIOR, Isaías. Apagamento como política pública: o ensino do Holodomor e a construção da narrativa oficial russa em tempos de guerra. Revista Ocidente, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 1–22, 2026. DOI: 10.65572/ro.v2i2.21. Disponível em: https://www.revistaocidente.com/index.php/revistaocidente/article/view/21. Acesso em: 11 jun. 2026.